quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CIdade das tintas

Quem passa, mal repara. Só olha, não vê. O ocre do asfalto, o bege do céu, o verde disperso, a luz do sinal. É tudo rápido, passageiro. Pessoas que se esbarram e não se olham. Se cruzam, mas não se encostam. Se levam muito a sério.

A diversidade das cores se mostra nas peles. No calor que sobe das pedras do seu chão e torna o ar avermelhado. Avenidas azuladas pelos vidros de prédios modernos cujo frio deixa a cidade cinza.

Mas andando mais um pouco, há um buraco. Um pedaço. Uma explosão de amarelos, vermelhos e laranjas. E embora o colorido seja formado por vários pedaços monocromáticos, há um lugar onde a arte domina, a música encanta e as cores se juntam. A cada sopro do vento, a cada esquina virada, um novo tom.


Os passos das pessoas que pisam em baldes coloridos e de preto e branco, marcam no chão os pensamentos e a arte movimentada no meio do frio e da fome que se passa debaixo das pontes.

Tudo junto, numa coisa só. Ainda há tempo, ainda há idéias, ainda há. Não se sabe por quanto tempo, tampouco quanto vai durar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário