quarta-feira, 28 de outubro de 2009

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Filho de pais fumantes, cigarro nunca foi nenhuma novidade para mim. Foi do meu pai que eu peguei, escondido, meu primeiro maço e repassei para muitos garotos da escola. Atrás do banheiro do zelador, apresentei o fumo para outros tantos colegas e foi tragando que conquistei minha primeira namorada.

No começo, era só diversão: Ficar na frente do cinema, cigarro numa mão, soda na outra, e todo mundo me olhando. Mas, aos poucos, tudo foi mudando. Passei a ficar irritado, tenso, se não fumasse. Já não recorria ao cigarro para 'me exibir' - na maioria das vezes, era escondido que eu fumava. Era a família desconfiada, leis proibindo, amigos se afastando.. Sabia que aquilo não podia continuar.
Foi difícil me acostumar com a rotina sem o cigarro. Para driblar o nervosismo, passei a me dedicar ao esporte. Hoje eu represento minha cidade em competições de natação por todo o país - o que seria impossível se o cigarro ainda fizesse parte da minha vida.

depoimento de Jonas Silva, 14 anos.

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